DOUTOR NÃO É E NUNCA FOI UM PRONOME DE TRATAMENTO

14 10 2007

DOUTOR NÃO É E NUNCA FOI UM PRONOME DE TRATAMENTO

Erivelton Nunes

03/08/2007

É cômica a vaidade de alguns delegados de polícia. Esses dias estava vendo o jornal Correio Braziliense de Brasília/DF, e encontrei um artigo do Sindicato dos Delegados do Distrito Federal (Sindepo), no qual seu presidente, Mauro Cezar Lima, exigia a mudança no tratamento dirigido aos delegados. Atualmente o pronome de tratamento utilizado para esses profissionais é Ilustríssimo Senhor (Vossa Senhoria). Segundo aquele sindicato o pronome deve ser Excelentíssimo Senhor (Vossa Excelência), em maiúscula e por extenso, como sinal de polidez e respeito. A tese do Sindepo é que os delegados estão em uma carreira jurídica, assim como promotores, juízes e desembargadores. Fato ainda mais esdrúxulo vem à tona quando alguns delegados “usando”, equivocadamente, uma legislação de 1827 (Lei do Império), se autodenominam DOUTORES. A palavra “Doutor” tem um único significado e, consequentemente, deveria ser empregada somente nesse caso, ou seja, para quem cumpriu as etapas constantes no curso de doutorado. Doutorado é um determinado grau de estudo universitário obtido em uma especialização além do bacharelado. O emprego indevido de “Doutor” é comum entre a gente mais humilde e sem instrução, e por funcionários mal preparados, que associam a palavra Doutor a um status social ou a um nível de autoridade superior ao seu. Essas velhas divisões não são condizentes com o estado atual. É necessário lembrar que não existe lei que obrigue uma pessoa comum a tratar uma outra por Doutor. Esse tratamento só é obrigatório nos meios acadêmicos para aqueles que fizeram defesa de tese. Tão pouco um tratamento discriminatório desse tipo poderá ser um dever de Civilidade ou de Boas-maneiras.

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26 responses

25 10 2007
Francisco Walderêdo Filho

Cometeremos injustiça se restringirmos, dentro do campo dos vaidosos, apenas os “DOUTORES” Delegados de Polícia. Reações estranhíssimas ocorrem, se não tratarmos de DOUTOR a maioria absoluta dos apenas Bacharelados em Direito, Brasil afora. È um fenômeno quase que universal. Estaria tudo bem, se fosse, por parte deles, apenas um apelo. Mas, engana-se quem pensa que não corre o risco de ser agredido, inclusive, fisícamente, se fugir do tratamento por eles, bacharéis/advogados, exigido. Vi-me acuado diante de uma DOUTORA advogada. Ela, além de ignorar-me como indivíduo, depois de ter quase que me “atropelado”, ainda, aos berros e alegando mal educação da minha parte, exigia que eu a tratasse, solenemente, de DOUTORA; e quase chorou diante da minha exigência, quando aleguei que ela se deveria comportar como simplesmente advogada para que eu, ou outra qualquer pessoa, conseguisse tratá-la como tal. Se a mulher não conseguia, sequer, ser tratada como simples Bacharela – com respeito aos bacharéis e advogados -, devido o seu comportamento mesquinho e muitas vezes medonho, imagine o tratamento de “DOUTORA” ser dado a uma pessoa dessa? “Não basta querer ser; é necessário que seja para assim ser tratado.”

Walderêdo.

4 11 2010
chico

Muito bom, gostei da forma ao qual conduziu a formalidade dos adjetivos. Precisamo é de humildade e mais senso profissional aos nossos trabalhos.
Parabéns.

4 03 2008
Botelho

Concordo com o texto. É bom lembrar que não são só delegados que não devem ser chamados de doutores. Ninguém pode exigir ser chamado por um título acadêmico, nem mesmo os doutores de verdade, porque doutor não é forma de tratamento. E ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, diz a CF 88. Mas isso vale para médicos, juízes, promotores, advogados, ministros do supremo, desembargadores, engenheiros, procuradores, diplomatas etc.

Se alguém defende essa linha e chama juiz de doutor quando chega no fórum deve ser visto como um covarde incoerente.

Espero que o autor do texto nunca se dirija a nenhuma das autoridades acima tratando-os pela ridícula expressão de doutor, pois do contrário ele estará apenas se contradizendo.

16 04 2008
Elma Gomes

Perfeito e oportuno seu texto. Este é um assunto que ‘prego’ todo santo dia.
Minha mãe, assim como muitos, sempre me repreende quando vou ao médico (lê-se mé-di-co) e não o chamo de doutor. Oras, não sei se o mesmo fez doutorado. Na dúvida, chamo-o de Senhor fulano (a).
Isso é mais que esdrúxulo, é uma situação periclitante no que diz respeito à mentalidade das pessoas.
Caminhando pela universidade, onde encontramos diariamente inúmeros mestres e doutores, nenhum deles faz questão de serem cumprimentados por tais títulos (honradamente conquistado). Enquanto, médicos – Esses bem mais que os Delegados – no intuito de ser acharem os tais, exibem jalecos visivelmente bordados com a sigla Drº (Drª).

1 10 2009
Hic Sunt Dracones

Tanto quanto a vaidade da exigência do médico de ser chamado doutor, é pregar todo tanto dia para alguém o oposto. Isso cheira a recalque de longe.
A origem da palavra doutor data de épocas que nem mesmo existia doutorado. O curioso é perceber que tanto a Médico, como os profissionais do Direito existiam. Na grécia antiga, de quando data os primeiros Doutores, estes se dividiam em três grandes áreas: Medicina, Direito e Filosofia.
Em outros países, pode-se notar uma distinção diferente entre os Doutores. O médico é Medical Doctor (MD. ou MDr.), outros profissionais que terminaram o Doutorado (PhD). O título do Doutorado aqui no brasil equivale nada mais, nada menos que o PhD em outros países. Nos EUA e outros países de língua inglesa, Doctor se refere ao profissional graduado em Medicina. A diferença é que aqui no Brasil não se diferenciou um Doutor do outro.
Ressalta-se ainda que a formação Médica, em carga horária, equipara-se e até mesmo ultrapassa a dos demais profissionais com Doutorado. Enquanto os demais cursos duram cerca de 4 ou 5 anos, o curso de medicina dura no mínimo 6. A residência médica dura no mínimo 3 anos e no máximo 6, com carga horária de 60 horas semanas, incluindo plantões. Uma vez que o termo doutor se infere na essência da dedicação aos estudos e profundidade dos conhecimentos, se não for assim, é somente vaidade, assim como aqueles que concluem o doutorado, o médico merece tal honra.
Se incomodar em chamar, mesmo que por consideração e respeito a todo seu esforço e estudo, o médico de doutor é no mínimo sinal de sentimentos nada nobres.

31 10 2010
Joselito

Olha o recalque…
Seguindo a sua teoria… medico que defendeu uma tese de doutorado seria considerado doutor ao quadrado ou santidade…hahaha!!!

26 03 2009
Karla

Muito bem! Doutor somente quem tem doutorado mesmo! Nem juiz, nem médico, nem delegado são doutores, a menos que possuam um diploma constatando tal título.

24 05 2009
silmara lima

concordo compretamente com o artigo acima, pois a expressão doutor, muitas vezes, deixa de ser apenas uma forma de respeito e, passa a ser um “titulo de nobreza” que alguns bacharéis e advogados fazem uso para se impor diante de cidadaos ignorantes que desconhecem o verdadeiro pronome de tratamento utilizado paa se dirigir a tais profissionais e outras autoridades da mesma formação juridica. O que é mais repulsivo, é observar que existem autoridades que exigem a utilização da expressão doutor em documentos oficiais e, nem mesmo procuraram aprimorar seus conhecimentos juridicos em uma carreira de mestrado. Ressalto que me interessei por esta questão por conviver profissionalmente com delegados de polícia, dos quais, muitos ainda insistem utilizar o equivocado “titulo de doutor;’

17 07 2009
K. P. M

Pois bem, diante de tantas opiniões, respeitáveis, gostaria de expor a minha. Acredito que os colegas não devem se colocar em posições tão extremistas, uma vez que ao se dirigir a determinados profissionais, se valendo da expressão “doutor”, deve-se levar em conta a questão do respeito, ou alguém ai nunca chamou um juiz de doutor fulano? Se o profissional se vale desse título para expor alguém ao ridículo, ele será facilmente identificado entre os demais e receberá sua recompensa, qual seja, o distanciamento das pessoas verdadeiras, e , algumas vezes, punições administrativas ou judicias. Isso basta, Deus está vendo tudo isso e o mais Ele fará.

17 07 2009
Jack Douglas

Homi dexi di prosa, na verdadi nóis diviriamus xama eçis delegadús, mermu sabi dikê, Pê Agá Dê, vulgo PHD., ento-se ais pessoa chegava na degolacia de puliça, i dizia açim: Prumode presta un-ha quexa eu poçu mi diriji inté au sinhó delegadu, sinhô pê agá dê (phd). Sei não o povo metido a importante esses.

7 09 2009
Wilson Cunha

Ficou mais do que claro nos textos acima o uso indevido da exigência do tratamento de doutor mas, os dicionários da lingua portuguesa versam que qualquer pessoa detentora de diploma de bacharelado faz juz ao tratamento da mesma forma que os doutorados.
Portanto esta discução não vai nos levar à lugar algum, e se afaga o ego do Sr. delegado, porque não trata-lo como doutor?

1 10 2009
Hic Sunt Dracones

Vaidade por vaidade, por que não se apegar aos merecimentos de cada um..?
Tanto quanto a vaidade da exigência do médico de ser chamado doutor, é pregar todo tanto dia para alguém o oposto. Isso cheira a recalque de longe.
A origem da palavra doutor data de épocas que nem mesmo existia doutorado. O curioso é perceber que tanto a Médico, como os profissionais do Direito existiam. Na grécia antiga, de quando data os primeiros Doutores, estes se dividiam em três grandes áreas: Medicina, Direito e Filosofia.
Em outros países, pode-se notar uma distinção diferente entre os Doutores. O médico é Medical Doctor (MD. ou MDr.), outros profissionais que terminaram o Doutorado (PhD). O título do Doutorado aqui no brasil equivale nada mais, nada menos que o PhD em outros países. Nos EUA e outros países de língua inglesa, Doctor se refere ao profissional graduado em Medicina. A diferença é que aqui no Brasil não se diferenciou um Doutor do outro.
Ressalta-se ainda que a formação Médica, em carga horária, equipara-se e até mesmo ultrapassa a dos demais profissionais com Doutorado. Enquanto os demais cursos duram cerca de 4 ou 5 anos, o curso de medicina dura no mínimo 6. A residência médica dura no mínimo 3 anos e no máximo 6, com carga horária de 60 horas semanas, incluindo plantões. Uma vez que o termo doutor se infere na essência da dedicação aos estudos e profundidade dos conhecimentos, se não for assim, é somente vaidade, assim como aqueles que concluem o doutorado, o médico merece tal honra.
Se incomodar em chamar, mesmo que por consideração e respeito a todo seu esforço e estudo, o médico de doutor é no mínimo sinal de sentimentos nada nobres.

13 02 2010
Luiz

Concordo em parte com o texto. Doutor é quem tem doutorado, até aí tudo bem! Essa é a regra… Exceção ocorre para os médicos, que também devem ser chmados por esse pronome de tratamento.

Isso ocorre em todos os lugares do mundo.

No meio acadêmico, existem vários títulos e formas de se conferir o tratamento “D”, ou seja, abreviação de “Doctor”.

O médico, p. ex., tem título de doutor, sim! Trata-se de “M.D” (Medical Doctor).

Os bacharéis podem, caso façam o curso de “doutorado” recebem o título de “Ph.D”, ou seja, Philosofer Doctor.

O Delegado já tem um título que pode – e deve – ser utilizado para tratamento, que é…. DELEGADO!!!

Juiz a mesma coisa…

Portanto, ao invés de Dr. José, o correto é Delegado José ou Juiz José, que identifica a autoridade sem ter que chamá-lo de Seu José, mais deselegante e que não o diferencia como deve ser feito no exercício da função!

Mas, vale lembrar: se José for cardiologista, o certo é Dr. José mesmo!

20 10 2011
Danilo

Meu querido (isso é um pronome de tratamento!), você precisa ler no dicionário, Doutor Não é Pronome de Tratamento! Essa é a questão! As pessoas não conhecem o próprio idioma que falam! Você quer respeitar alguém existe uma lista de pronomes de tratamento que se adequam à cada função que exerce uma pessoa. Doutor no Brasil só tem quem defende tese de Doutorado! É um título! E só o MEC pode expedi-lo! Se você é médico, advogado, psicólogo, etc. Leia o que está escrito em seu diploma, casa tenha apenas graduação! Agora se você quer tratar alguém assim, fique à vontade! Mas está errado! E é injusto! Independente da função, jornada de trabalho, importância perante a sociedade! Não é pronome de tratamento! Temos, todos nós, que nos acostumar a ler mais, estudar mais e deixarmos de ser um bando índios semi-alfabetizados!

23 05 2010
Sandro Negreiros

O título de Doutor é atribuído ao indivíduo que tenha recebido o último e mais alto grau acadêmico, o qual é conferido por uma universidade ou outro estabelecimento de ensino superior autorizado, após a conclusão de um curso de Doutorado ou Doutoramento.
É equivalente ao PhD (Philosophiæ Doctor) atribuído nas universidades anglo-saxónicas.
Etimologia e Emprego do Termo
A palavra “doutor” é uma das mais antigas das existentes em português e se repete em inglês (doctor), em espanhol (doctor), em francês (docteur), em italiano (dottore), em alemão (doktor) e, com ligeiras variantes, praticamente em todas as línguas modernas.

Suas raízes mais remotas podem ser rastreadas até entre o primeiro e o segundo milênio antes da nossa era, nas invasões indo-europeias, que nos trouxeram a raiz dok-, da qual provém a palavra latina docere, que por sua vez derivou em doctoris (mestre, o que ensina). Desta raiz indo-europeia provém, da mesma forma, o vocábulo grego dokein do qual se derivaram outras palavras da mesma família, tais como dogma, ortodoxia, paradoxo e didática. O termo “doutor” também é tradicionalmente usado nos países de língua portuguesa para referir-se a médicos, dentistas , Fisioterapeutas e veterinários.
Requisitos para a obtenção do grau de doutor
Os requisitos para a obtenção do grau de Doutor variam significativamente de país para país. A seguir, apresenta-se uma breve descrição sobre a estrutura dos cursos de doutorado em diferentes países representativos da América e Europa.
Tem Delegado querendo ser Doudor isto é uma vergonha não Bel. Heleno ou Dr. Heleno.
Esse Tal dr. Heleno quis me punir porque tratei ele de você e não Dr.

5 06 2010
Hamato

Acredito que toda forma de tratamento é útil, afinal de contas vivemos em uma sociedade relativamente organizada, então é importante sabermos nos dirigir a um determinado profissional no setor que atua.Ex: um médico numa universidade, na sala de aula, é chamado de professor. Esse mesmo médico, num hospital, é chamado de dr. Isso não agride ninguém, pelo contrário. O relacionamento se torna agressivo, quando determinada pessoa vaidosa exige uma forma de tratamento, isso é lamentável, nós somos tão pequenos diante de todo esse Universo. Essa confusão toda, em relação ao termo doutor, poderia não estar ocorrendo, se na origem das pós graduações nas universidades modernas não tivessem adotado esse termo, que já era utilizado por outros profissionais. O novo exige denominação nova.

15 08 2010
Hic Sunt Dracones

Hamato muito bem centrado no texto

29 10 2010
Fernando

Olá, passo aqui apenas para lembrar que o tratamento de Dr. de acordo com o Decreto Imperial é para os que estiverem exercendo a advocacia e não balchareis em direito, mas aos habilitados nos estatutos futuros, ou seja, a OAB!

Atenciosamente!

22 10 2011
Danilo

Errado mais uma vez! Se fosse válido esse decreto o MEC que é o orgão responsável deveria respeitá-lo! Isso não ocorre, por isso, bacharéis em direito não são doutores, são… bacharéis, e após exercer a função se achar no direito de se chamado como doutor, por favor, solicite ao MEC um diploma de doutor, do contrário, você continua bacharel.

15 02 2012
SgtLuizMB

Como o Brasil é um país regido por um sistema monárquico, faço uma pergunta ao Dr. Fernando qual o nome do atual Imperador do Brasil?que desconheço hoje o atual nome da Vossa Excelência o Imperador. Não estou querendo ser irônico, mais fazer surgir um DECRETO IMPERIAL para elucidar um debate de tratamento de respeito fica meio, fora do contexto, mesmo estando errado o amigo deve reconhecer que somos regidos por uma CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988, e estamos prestes a fazer 123 anos desta República e o Imperador, caríssimo colega de debate, JÁ MORREU HÁ MUITOS ANOS PASSADOS!! Tenho dito.

13 09 2011
Leandro

Quanta besteira! Enquanto no Brasil houver esse tipo de discussão, não iremos a canto algum. O que seria mais importante e proveitoso para a nação era que os delegados, juizes, promotores, desembargadores, médicos… se preocupassem tão somente em trabalhar.
Isso sim, seria de grande valia para nosso país…

16 02 2012
Pereira

O negócio é fazer o doutorado de verdade e parar com essa palhaçada de “doutor de plaquinha”. Daqui a pouco, advogados e médicos vão querer que os chamem de “Divino”!

27 02 2012
Jorge Azevedo

Concordo em genero numero e grau com o conteúdo o texto do autor, pois Doutor não está dentro dos pronomes de tratamento, alem do mais, ninguem é advinho para saber que uma determinada pessoa fez doutorado, eles deveriam andar com o titulo pendurado no pescoço para que as demais pessoas soubessem, agora falar da lei do império e querer tambem voltar com o código de hamurabi. é regredir e não evoluir por causa de um puro capricho, lembrando que respieito se adquire e não se impõe.

10 05 2012
Rivânia

Boa!!! Concordo plenamente!!! Quem quiser ser chamado de “Doutor” que faça DOUTORADO!!!

9 05 2013
Laura

É vaidade pura. E vou além, assédio moral se por ventura qualquer policial deixar de tratar de um delegado por doutor, e em função disso sofrer perseguições ou represálias.
E essa de recalque não pega, e por um motivo bem simples: ter curso superior não é mais privilégio, e o simples fato de um policial civil não ser delegado, não significa que seja analfabeto.
Essa que escreve é bacharel em Jornalismo há 16 anos.
Pelo contrário, tenho colegas investigadores mestrados e pós graduados especialistas, e nem por isso saem “esfregando” o título na cara de ninguém.
Como respondi aos colegas, a questão não é chamar ou não de doutor, mas ter quer tolerar a arrogância e falta de educação. Trabalho com Delegados Gerais, que ao atenderem ao telefone ou ao receberem qualquer pessoa, fazem o certo: se identificam pelo 1º nome: Fulano de Tal, Delegado de Polícia. E pronto. Isso é bacana, isso é polido, isso é educado, isso é esclarecimento. Mas isso é berço, e nem todos tem. Em compensação tenho convivido com alguns que se identificam por Dr. Fulano, e já estão virando chacota no meio, e vão sofrer.
Penso ser muito mais respeitoso ser tratado pelo cargo que ocupa, qualquer um pode ser chamado de doutor, porém, pra ser DELEGADO DE POLÍCIA, precisa de um concurso, e diga-se de passagem não é tão fácil passar, pelo menos em MInas Gerais, então vejo essa condição com muito mais valor.
Quer ser DOUTOR? Defenda 04 anos de MESTRADO, passe por todas as etapas da banca, discorra uma puta de uma tese, prepare-se e enfrente mais 04 de DOUTORADO, e seja o “cara”. Daí sim, qualquer um que passe por tais fases, está apto a ser chamado de “DOTÔ” . Porque os verdadeiros catedráticos não fazem questão, e sei disso pois tenho uma doutoranda na família.

9 05 2013
Laura

Corrigindo: esta que escreve

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